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domingo, 4 de setembro de 2011

A Absoluta Importância do Motivo

 A. W. Tozer

A prova pela qual toda conduta será finalmente julgada é o motivo. Como a água não pode subir mais alto do que o nível, assim a qualidade moral de um ato nunca pode ser mais elevada do que o motivo que inspira. Por esta razão, nenhum ato procedente de um motivo mau pode ser bom, ainda que algum bem pareça resultar dele. Toda a ação praticada por ira ou despeito, por exemplo, ver-se-á, afinal, que foi praticada a favor do inimigo e contra o reino de Deus.



Infelizmente, a atividade religiosa possui tal natureza, que muito desse tipo de atividade pode ser realizado por motivos maus, como a raiva, a inveja, a vaidade e a avareza. Toda a atividade desse tipo é essencialmente má e como tal será avaliada no julgamento.



Nesta relação de motivos como em muitas outras, os fariseus dão exemplos claros. Eles continuam sendo o mais triste fracasso religioso do mundo, não por causa do erro doutrinário, nem porque eram pessoas de vida abertamente dissoluta. Todo o problema deles estava na qualidade dos seus motivos religiosos. Oravam, mas para serem ouvidos pelos homens, e, deste modo, o seu motivo arruinava as suas orações e as tornavam inúteis e, realmente más. Contribuíram para o serviço do templo, porém, às vezes, o faziam para escapar do seu dever para com os seus pais, e isso era um mal, um pecado. Os fariseus condenavam o pecado e se levantavam contra ele, quando o viam nos outros, mas o faziam motivados por sua justiça própria e por sua dureza de coração. Isso caracterizava tudo o que faziam. Suas atividades eram cercadas por aparências de santidade; e essas mesmas atividades, se fossem realizadas por motivos puros, seriam boas e louváveis. Toda a fraqueza dos fariseus estava na qualidade de seus motivos.



Isso não é uma coisa insignificante - é o que podemos concluir do fato de que aqueles religiosos formais e ortodoxos continuaram em sua cegueira, até que finalmente crucificaram o Senhor da glória, sem qualquer noção da gravidade do seu crime.



Atos religiosos praticados por motivos vis são duplamente maus - maus em si mesmos e maus por serem praticados em nome de Deus. Isto equivale em pecar em nome dAquele Ser que é impecável, a mentir em nome dAquele que não pode mentir e a odiar em nome dAquele cuja natureza é amor.



Os crentes especialmente os mais ativos, freqüentemente devem separar um tempo para sondar a sua alma, a fim de certificarem-se dos seus motivos.



Muito solo é cantado para exibição; muitos sermões são pregados para mostrar talento; muitas igrejas são fundadas como um insulto contra outra igreja. Mesmo a atividade missionária pode tornar-se competitiva, e a conquista de almas pode degenerar, tornando-se uma espécie de marketing eclesiástico para satisfazer a carne. Não esqueçam que os fariseus eram grandes missionários e rodavam o mar e a terra para fazer um converso.



Um bom modo de evitar a armadilha da atividade religiosa vazia é comparecer diante de Deus, sempre que possível, com nossa Bíblia aberta em I Coríntios 13. Esta passagem, embora seja considerada uma das mais belas da Bíblia, é também uma das mais severas dentre as que se acham nas Escrituras Sagradas. O apóstolo toma o serviço religioso mais elevado e consigna à futilidade, se não for motivado pelo amor. Sem amor, profetas, mestres, oradores, filantropos e mártires são despedidos sem recompensas.



Resumindo, podemos dizer que, aos olhos de Deus, somos julgados não tanto pelo que fazemos e sim por nosso motivos para fazê-lo. Não "o quê" mas "por quê" será a pergunta importante que ouviremos, quando nós, crentes, comparecermos no tribunal, a fim de prestarmos contas dos atos praticados enquanto estivemos no corpo.

terça-feira, 23 de agosto de 2011

Do livro: Como viver acima da mediocridade.

O vôo sublime, elevado, não acontece por acaso. É o resultado de um esforço mental árduo – é preciso que a pessoa pense com clareza, com coragem e muita confiança. Jamais alguém deslizou para fora da mediocridade à maneira de uma lesma preguiçosa. Todos quantos eu conheço, modelos de alto nível de excelência, ganharam a batalha da mente e mantêm cativos seus pensamentos corretos. Entretanto, há riscos; estes indivíduos escolheram cumprir o papel de uma pena ativa da qual flui a tinta, em vez de um passivo mata-borrão onde se assenta e absorve o que os outros realizaram.




O mundo está cheio de pessoas que desistem facilmente. Ficam sentadas de braços cruzados, carrancudas, de olhar cético. Têm determinação efêmera. Suas palavras favoritas são: Pra que tentar? Vamos desistir… não podemos fazer isso… ninguém consegue realizar coisas assim…



Eles perdem a maior parte da ação, para não mencionar o divertimento! Decoraram as regras, mas suas mentes estão fechadas para as possibilidades novas, criativas. À semelhança de ratos de esgotos, o mundo delas limita-se a um diâmetro apertado, feito de “não vou fazer, não vou conseguir, não posso, desisto”.



Contudo de vez em quando, tropeçamos em algumas pessoas de espírito cheio de vitalidade, que decidiram nos pântanos do “status quo”, pessoas que não fugirão de medo de ser diferentes, embora os outros sempre venham a dizer: “Isso não pode ser feito”. Os que miram alto são águias de vontade forte que se recusam a ser perturbadas pelo negativismo e ceticismo da maioria. Jamais usam as palavras: “ È melhor a gente desistir!” São exatamente as mesmas pessoas que crêem que a mediocridade deve ser enfrentada. Essa confrontação inicia-se na mente – o canteiro germinal de possibilidades ilimitadas, infinitas.



Muitos constatam isto e não se surpreendem: as ações que vão saindo de dentro de nós são exatamente nossos pensamentos que foram entrando. Em outras palavras, nós nos tornamos aquilo que pensamos. Muito tempo antes desse conceito popular adentrar a psicologia, a Bíblia já o incluía num de seus antigos rolos; ela o declarava de maneira ligeiramente diferente: “Pois como imaginou em sua alma, assim é” (Pv. 23:7)



O segredo de viver-se uma vida envolvida em excelência é apenas uma questão de abrigar pensamentos envolvidos em excelência. Na verdade é uma questão de programar nossa mente com o tipo de informações que nos libertarão. Vai levar um tempo, e o processo poderá ser doloroso – mas, que metamorfose!





Charles Swindoll

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

VENTO CONTRA É PRA GENTE VOAR!!


Você já viu uma pipa voar a favor do vento?
Claro que não.
Frágil que seja, de papel de seda e taquara, nenhuma se dá ao exercício fácil de voar,levada suavemente pelas mãos de alguma corrente.
Nunca.
Elas metem a cara.
Vão em frente.
Tem essa vaidade de abrir mão da brisa e preferir a tempestade.
Como se crescer e subir fosse descobrir em cada vento contrário uma oportunidade.
Como se viver e brilhar fosse ter a sabedoria de ver uma lição em cada dificuldade.
No fundo, no fundo, todo mundo deveria aprender na escola a empinar pipas, pandorgas ou raias.
Para entender desde cedo, que Deus só lhes dá um céu imenso porque elas têm condições de alcançá-lo.
Assim como nos dá sonhos, projetos e desejos, quando possuímos os meios de realizá-los.
De tempos em tempos, voltaríamos às salas de aula das tardes claras só para vê-las, feito bandeiras, salpicando o azul.
Assim compreenderíamos, de uma vez por todas, que pipas são como as pessoas e empresas bem sucedidas: usam a adversidade para subir às alturas.

José Oliva

site:www.sorria.com.br/mensagem

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Como Criar um Fariseu?

Carey Hardy

1. Colocando preferência acima do princípio bíblico

Alguns pais são propensos a enfatizar regras que realmente não refletem, em nada, a Bíblia. Pelo contrário, as regras refletem preferências pessoais.

Não há nada inerentemente errado em manter algumas regras que vêm de preferências pessoais, regras da casa. Às vezes estas regras têm a ver com o desenvolvimento de um ambiente seguro ou com a necessidade de manter certo controle para que não haja um caos absoluto na casa. Quando os filhos fazem a lição de casa ou quando tomam lanche, quando eles podem brincar lá fora... Você não encontra "lição de casa" na sua concordância, simplesmente não está lá, então você tem que fazer uma regra da casa. Faça o que você acha melhor. Mas tome o cuidado de não igualar estas regras aos mandamentos bíblicos, ou permitir que se tornem excessivas em número. Isto é o que os fariseus faziam.

Regras da casa sobre limpar o quarto, fazer lição de casa etc... temos que tê-las, mas não tente convencer seu filho que aquela regra é encontrada em algum lugar em Ezequiel. Admita, é uma regra da casa, nós vamos fazer isto porque o pai quer que seja feito assim.

Se você está impondo muitas de suas preferências, ou negligenciando o ensino de princípios bíblicos à medida que a criança amadurece, então as regras preferenciais podem ser percebidas como sendo iguais aos mandamentos e princípios bíblicos e a criança cresce com esta mentalidade farisaica.

• Seja honesto sobre seus pontos de vista e sobre o que é e o que não é Palavra de Deus. Podemos confiar na soberania de Deus e o trabalho do Espírito de Deus no coração da criança sendo honestos. Eu posso dizer: não filho, a bíblia não diz que isso é um pecado, mas eu lhe darei algumas coisas sobre as quais pensar. Aqui estão razões por que a mãe e o pai não fazem isto, aqui estão algumas coisas que nós pesamos e aqui estão alguns princípios bíblicos. Você terá que refletir sobre isso.

Estou falando sobre desenvolver convicções. Você precisa ter convicções. Romanos 14 diz que nós vivemos dessas convicções e se nós pecarmos contra essas convicções, nós pecamos contra nossa consciência. Não tenha medo, não tente espiritualizar tudo.


2. Separatismo desnecessário
Este se tornou um enorme problema com muitas famílias que fazem "homeshooling" (1). Acredito que é um perigo para o qual estas famílias devem estar atentas.

Sinceramente, esta abordagem não funciona como os pais pensam que funciona. Recebo telefonemas freqüentes de pais de crianças mais velhas que estão se rebelando e estão confusas porque estudaram em casa e os pais as mantiveram afastadas de tudo. Sim, elas só estavam vivendo naquele ambiente até que pudessem sair por conta própria. Agora elas não têm mais os "pode" e os "não pode". Eu não estou condenando "homeschooling"(1), eu ainda aceito e apóio este método, mas infelizmente eu falo constantemente com pastores que têm este problema em suas igrejas.

À medida que seus filhos crescem, eles devem estar envolvidos com outras crianças; este é um campo de provas e fornece oportunidades para treino. E seus adolescentes devem poder estar com outros adolescentes.

Eu entendo que há um equilíbrio aqui. Você tem que exercitar sabedoria, você deve discernir sobre a companhia que seu filho escolhe, mas não vá até um ponto de separatismo desnecessário. Alguns pais vão a tal extremo que não permitem que seus filhos freqüentem as classes de escola dominical da igreja, ou que seus adolescentes e jovens se envolvam no grupo de mocidade.

Alguns pastores me falam que os membros de suas igrejas que são "home-schoolers" (1) estão formando seu próprio grupo de mocidade, recusando a participar do acampamento de mocidade da igreja, etc.

Escute, o grupo de adolescentes da igreja é um ótimo lugar para seus filhos estarem ao redor de outras crianças: crianças não cristãs, crianças piedosas, crianças comuns. Eles precisam conviver com todos estes. Eles precisam conviver com crianças que não tem o mesmo tipo de educação.

Mantenha a educação de filhos simples. Não faça da educação um complicado sistema de regras, regulamentos e controle excessivo.Tenha cuidado também com separatismo excessivo em seu bairro. Eu falei uma vez com um pai que estava preocupado com seus filhos mais velhos. Eles estavam formando suas próprias famílias e estavam se tornando até MAIS separatistas e ele estava finalmente percebendo que nunca tinha ensinado seus filhos como alcançar os incrédulos.


3. Julgando outros... outras famílias

Isto significa ser crítico sobre outras famílias, sobre coisas que estão acontecendo na igreja; ser crítico de tudo, freqüentemente encontrando faltas em casa, uns nos outros, de outras pessoas, produzindo uma chuva constante de crítica.

Quando você faz isto na frente das crianças, está desenvolvendo este espírito crítico nelas. Normalmente você julga os outros por suas tradições, suas preferências, seus padrões, suas convicções. Romanos 14 adverte contra isso.


4.  Sendo "agressivo" - um lutador

Fariseus são lutadores. Eles lutam contra tudo o que não concorda com eles. Então, para este tipo de pai, todo assunto é motivo para briga.

À medida que a criança observa que você confronta cada coisa errada na igreja, todo exemplo de pensamento errôneo nos outros, ataca tudo o que está errado no mundo, tudo o que está errado nas igrejas, no bairro, em sua família, eles aprendem o estilo de vida de um lutador.

Assim, eles acabam aprendendo o que lutar contra e não necessariamente o que lutar por.

5.  Mostrando favoritismo

Com isto eu quero dizer mostrar favoritismo de uma criança em relação à outra.

Isto ensina a criança a querer estar somente com pessoas que são como você e que atingem as suas expectativas. Fariseus são assim, gostam de andar com pessoas que são como eles. Isto pode conduzir ao separatismo que nós mencionamos anteriormente.

O triste é que, quando você favorece uma criança em relação à outra, você acaba prejudicando ambas. Não mostre favoritismo, busque a ajuda de Deus. Eu entendo que, às vezes, uma criança pode ser mais irritante que a outra, mas elas são todas especiais.


6. Nenhum humor

Nenhuma diversão.

Você precisa saber como não se levar tão a sério e como não levar as coisas neste mundo tão a sério às vezes.

Relaxe. Ensine seu filho um bom senso de humor. Eu não estou falando de humor grosseiro, mas de tornar a vida divertida; fazer coisas divertidas. Construir afeto familiar, um ambiente onde há prazer de estar junto.

7. Construindo a auto estima deles

Em nenhuma parte na Bíblia você acha o assunto da auto-estima sendo ensinado. Esse é um conceito psicológico mundano que foi introduzido na igreja por algumas pessoas respeitadas. É algo que eu não quero desenvolver em meus filhos de forma alguma.

Uma "auto estima elevada" não é um conceito bíblico. Nem a necessidade de aprender a amar a si mesmo. Esta é uma interpretação errônea de algumas passagens. Nosso problema é que nós nascemos amando a nós mesmos. Esse é o problema, não a cura!

Ênfase na auto estima encoraja os indivíduos a se tornarem como os fariseus. Eles são encorajados a aprofundarem-se em si mesmos, a serem focados em ego, elogiarem-se a si mesmos. Eu não ensino meus filhos que eles têm algum valor inato. Eu os ensino algo mais bíblico. Eu os ensino, em primeiro lugar, que eles são especiais. Por que eles são especiais? Porque eles são feito à imagem de Deus, e em Cristo eles podem ser não só especiais, mas podem ser úteis: "criados em Cristo Jesus para boas obras"(2). Assim eu lhes ensino o que significa valorizar a Deus, e então valorizar os outros como mais importantes do que eles.

E não dê exemplo de egocentrismo. Uma maneira como isto acontece na educação dos filhos é cair na cilada de enxergar a existência de seus filhos como sendo para sua própria felicidade. Alguns pais acreditam que eles têm filhos para fazê-los feliz.

"Eles existem para meu prazer."


E você fica transtornado se eles perturbam sua felicidade, interferem enquanto você assiste a sua televisão e causam alguma confusão para você.

"Eu tenho o direito a um filho sem problemas."

Isto ensina a ser egocêntrico.


Viva a vida com eles e viva uma vida diante deles que exemplifique alegria no Senhor, gratidão pela vida. E demonstre muita paciência e graça pelo caminho.Um assunto relacionado ao egocentrismo é usar os filhos para impressionar os outros. "Exibir" seu filho os ensina a viver para impressionar os outros, medo de pessoas.


Não faça as crianças se exibirem: recitando a Bíblia, cantando. Eu quero que meus filhos memorizem as Escrituras e cantem, mas há um jeito certo de fazer isto e uma motivação certa. Não use seus filhos para trazer glória para você mesmo.

E eu não ponho adesivos no meu carro me gabando sobre meu filho: Eu fico atrás de alguns que têm uns 20 adesivos de quantas vezes o filho foi um "estudante de honra" etc...

Isto é chamar atenção para si próprio!

8. Falta de espiritualidade genuína


Viver hipocritamente ensina hipocrisia.

Você não será perfeito como pai, mas deve haver um nível de integridade visível para suas crianças. Algum nível de busca de Cristo que eles vejam.

Salmo 15 - fala sobre integridade. Integridade significa totalidade. Não importa pra que lado o girarem seu filho vai ver sempre a mesma coisa. Eles não vêem uma coisa no domingo e outra coisa qualquer durante a semana.

Viver uma espiritualidade genuína é viver uma vida que busca a Cristo de forma que seus filhos sabem que você sabe que você precisa de Cristo, você tem Cristo como o centro da sua vida. Não são só princípios pelos quais você está vivendo. Você está seguindo uma pessoa! O legalista não vê obediência do jeito certo. Um legalista vê obediência como: eu tenho que obedecer para ser aceito por Deus. Uma verdadeira mentalidade cristã, e o que eu quero mostrar para meus filhos, é que eu sou aceito, por isso quero obedecer.

Uma falta de espiritualidade genuína pode se manifestar num pai que nunca admite seu erro. Provérbios 28:13. Isto dá às crianças uma impressão errada de espiritualidade, assim como muito do que nós já falamos, como enfatizar nas coisas externas mais do que nas internas. Você ensina que eles devem pôr ênfase nisso. Legalismo, em sua essência é um substituto barato para verdadeira espiritualidade!


Conclusão

Mantenha a educação de filhos simples. Não faça da educação um complicado sistema de regras, regulamentos e controle excessivo.

Basicamente, discipline quando eles claramente desobedecem, e dê-lhes muito amor.

Viva a vida com eles e viva uma vida diante deles que exemplifique alegria no Senhor, gratidão pela vida. E demonstre muita paciência e graça pelo caminho.

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(1) Método de ensino em que as crianças aprendem fora das escolas institucionalizadas; educação domiciliar. Este método é adotado por muitas famílias nos Estados Unidos.

(2) Efésios 2:10

Fonte: Extraído do site da Grace Community Church com alguns acréscimos transcritos do aúdio da palestra do Carey Hardy






terça-feira, 3 de agosto de 2010

Jerusalém x Antioquia e o missionário

Por Ariovaldo Ramos


Igreja que se centraliza em missões influencia, muda, faz e fica na história.

"Disse Jesus: 'Toda autoridade me foi dada no céu e na terra, ide portanto e pregai o evangelho a toda a criatura' ". Como Jerusalém reagiu à universalidade dessa convocação?

Reagiu de forma muito morosa.

Pedro vai a Cornélio depois de um trabalho imenso do Espírito Santo para convencê-lo, com muita relutância. Não bastasse isso, ainda é chamado pelos líderes da Igreja em Jerusalém, onde é instado a apresentar um constrangido relatório sobre a pregação do Evangelho a gentios. Eis a crise que Jerusalém teve com o chamado de Cristo para a evangelização do mundo.

Signo da missão

A Igreja de Jerusalém só saiu para fazer missões quando foi perseguida. Isso se deu logo após o martírio de Estevão, quando, principalmente, o pessoal ligado a Estevão é caçado (O livro de Paulo, de Walter Wangerin, Editora Mundo Cristão) e chega a Samaria e Antioquia pregando o Evangelho. São eles que começam a pregar aos gentios.


Já a Antioquia nasce sob o signo da missão. Os seus presbíteros já trazem em si essa marca, são oriundos de diferentes partes do mundo. Por isso, diferente do apóstolo Pedro, que relutou, os presbíteros de Antioquia são absolutamente abertos ao Espírito Santo, estão prontos para ceder os seus dois melhores homens para o serviço missionário: Barnabé e Paulo.

A Igreja em Jerusalém reluta em pregar aos gentios, a Igreja em Antioquia já tem gentios em seu Conselho.

A Igreja em Jerusalém sofre de preconceitos farisaicos, a de Antioquia tem a visão de Jesus Cristo para todos os homens de todas as raças, de todas as tribos, de todas as línguas, de todas as nações.


A Igreja de Jerusalém desapareceu, a Igreja de Antioquia se tornou a "mãe de todas as igrejas" porque, a partir do ministério de Paulo e dos seus discípulos, isso sem contar o que Barnabé deve ter feito com Marcos, cuja memória perdemos, tem-se o desenvolvimento do Evangelho por toda a Europa e Ásia e, conseqüentemente, por todo o mundo.

Essa diferença aparece na formação das escrituras, a grande maioria dos livros que compõem o Novo Testamento foi escrita por missionários de Antioquia. Igreja que se centraliza em missões é Igreja que influencia, que muda, que faz e fica na história. E essa história começa com a visão que se tem do missionário.

Jerusalém via os missionários como uma espécie de aventureiros - e criticou seu líder quando este foi nisso envolvido pelo Espírito Santo. Antioquia via os missionários como os seus melhores homens.

O que levou a igreja em Antioquia a fazer Missões

por  John R. W. Stott

Em Atos 13 o horizonte de Lucas se alarga pois o nome de Jesus seria maciçamente testemunhado além da Judéia e Samaria. A partir de Antioquia chegaria aos confins da terra. Os dois diáconos evangelistas prepararam o caminho. Estevão através de seu ensino e martírio, Filipe através de sua evangelização ousada junto aos samaritanos e ao etíope. O mesmo efeito tiveram as duas principais conversões relatadas por Lucas, a de Saulo, que também fora comissionado a ser o apóstolo dos gentios, e a de Cornélio, através do apóstolo Pedro. Evangelistas anônimos também pregaram o evangelho aos “helenistas” em Antioquia. Mas sempre a ação esteve limitada à Palestina e à Síria. Ninguém tinha tido a visão de levar as boas novas às nações além mar, apesar de Chipre ter sido mencionada em Atos 11:19. Agora, finalmente, vai ser dado esse passo significativo.

A população cosmopolita de Antioquia se refletia nos membros de sua igreja e até mesmo em sua liderança, que consistia em cinco profetas e mestres que moravam na cidade. Lucas não explica a diferença entre esses ministérios, nem se todos os cinco exerciam ambos os ministérios ou se os primeiros três eram profetas e os últimos dois mestres. Ele só nos dá os seus nomes. O primeiro era Barnabé, que foi descrito com “um levita, natural de Chipre” (Atos 4:36). O segundo era Simeão que tinha o sobrenome de Níger, que significa Negro, provavelmente um africano e supostamente ninguém menos que Simão Cireneu, que carregou a cruz para Jesus. O terceiro era Lúcio de Cirene e alguns conjecturam que Lucas se referia a si mesmo o que é muito improvável já que ele preserva seu anonimato em todo o livro. Havia também Manaém, em grego chamado o “syntrophos” de Herodes o tetrarca, isto é, de Herodes Antipas, filho de Herodes o Grande. A palavra pode significar que Manaém foi “criado” com ele de forma geral ou mais especificamente que era seu irmão de leite. O quinto líder era Saulo. Estes cinco homens simbolizavam a diversidade étnica e cultural de Antioquia e da própria igreja.

Foi quando eles estavam “servindo ao Senhor, e jejuando” que o Espírito Santo lhes disse: “separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At.13:2). Algumas perguntas precisam ser respondidas.

A quem o Espírito Santo revelou a sua vontade? Quem eram “eles”, as pessoas que estavam jejuando e orando?

Parece-me improvável que devamos restringi-los ao pequeno grupo dos cinco líderes, pois isso implicaria em três deles serem instruídos acerca dos outros dois. É mais provável que se referia aos membros da igreja como um todo já que eles e os líderes são mencionados juntos no versículo 1 de Atos 13. Também em Atos 14:26-27, quando Paulo e Barnabé retornam, prestam conta a toda a igreja por terem sido comissionados por ela. Possivelmente Paulo e Barnabé já possuíam anterior convicção do chamado de Deus e esta verdade foi aqui revelada para toda a igreja.

Qual o conteúdo da revelação do Espírito Santo à Igreja em Antioquia?

Foi algo muito vago e possivelmente nos ensina que devemos nos contentar com as instruções de Deus para o dia de hoje. A instrução do Espírito Santo foi “separai-me agora a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado”, muito semelhante ao chamado de Abrão: “vai para a terra que te mostrarei”. Na verdade em ambos os casos o chamado era claro mas a terra e o país não.

Precisamos observar também que tanto Abrão como Saulo e Barnabé precisariam, para obedecerem a Deus, darem um passo de fé.

Como foi revelado o chamado de Deus?

Não sabemos. O mais provável é que Deus tenha falado à igreja através de um de seus profetas. Mas seu chamado também poderia ter sido interno e não externo, ou seja, através do testemunho do Espírito em seus corações e mentes. Independente de como o receberam, a primeira reação deles foi a de orar e jejuar, em parte, ao que parece, para testar o chamado de Deus e em parte para interceder pelos dois que seriam enviados. Notamos que o jejum não é mencionado isoladamente. Ele é ligado ao culto e à oração, pois raras vezes, ou nunca, o jejum é um fim em si mesmo. O jejum é uma ação negativa em relação a uma função positiva. Então jejuando e orando, ou seja, prontos para a obediência, “impondo sobre eles as mãos os despediram”.

Isto não era uma ordenação ao ministério muito menos uma nomeação para o apostolado já que Paulo insiste que seu apostolado não era da parte de homens, mas sim uma despedida, comissionando-os para o serviço missionário.

Quem comissionou os missionários?

De acordo com Atos 13:4 Barnabé e Saulo foram enviados pelo Espírito Santo que anteriormente havia instruído a igreja no sentido de separá-los para ele. Mas de acordo com o versículo seguinte foi a igreja que, após a imposição de mãos, os despediu. É verdade que o último verbo pode ser entendido como “deixou-os ir”, livrando-os de suas responsabilidades de ensino na igreja, pois às vezes Lucas usa o verbo “adulou” no sentido de soltar. Mas ele também o usa no sentido de dispensar. Portanto creio que seria certo dizer que o Espírito os enviou instruindo a igreja a fazê-lo e que a igreja os enviou, por ter recebido instruções do Espírito. Esse equilíbrio é sadio e evita ambos os extremos. O primeiro é a tendência para o individualismo pelo qual uma pessoa alega direção pessoal e direta do Espírito sem nenhuma referência à igreja. O segundo é a tendência para o institucionalismo, pelo qual todas as decisões são tomadas pela igreja sem nenhuma referência ao Espírito.

Conclusão


Não há indícios para crermos que Saulo e Barnabé eram voluntários para o trabalho missionário. Eles foram enviados pelo Espírito através da igreja. Portanto cabe a toda igreja local, e em especial aos seus líderes, ser sensível ao Espírito Santo, a fim de descobrir a quem ele está concedendo dons ou chamado.

Chamado missionário não é um ato voluntário, é uma obediência à visão do Senhor.

Assim precisamos evitar o pecado da omissão ao deixarmos de enviar ao campo aqueles irmãos com clara convicção de que foram chamados por Deus, bem como a precipitação de o fazermos com outros que possuem os dons para tal, mas sem confirmação do Espírito à igreja.

O equilíbrio é ouvir o Espírito, obedecê-lo e fazer da igreja local um ponto de partida para os confins da terra.

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Sobre o autor: John R. W. Stott pastoreou por vários anos a Igreja de All Souls em Londres. É diretor do London Institute for Contemporary Christianity e autor de diversos livros como “A mensagem do sermão do Monte”, “A mensagem de Efésios” e “Crer é também Pensar”.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Sofocleto

"Escrever é uma maneira de falar sem sermos interrompidos."( Sofocleto )

Nicolas Boileau

"Antes de escrever, portanto, aprendei a pensar."( Nicolas Boileau )

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A VIDA E SEUS LIMÕES

A vida nem sempre nos trata como desejamos. O mundo é injusto. As tragédias e calamidades não escolhem a quem tentar destruir. De quando em vez, nada mais coerente do que estar com o estado de espírito perturbado.

Uma das mais intrigantes passagens da vida de Jesus aconteceu às portas do túmulo de Lázaro, seu amigo, narrada no Evangelho de João, capítulo 11. Na verdade, a notícia de que Lázaro estava gravemente enferrno chegara quatro dias antes, com as palavras: "Aquele a quem tu amas está à morte". Jesus não se abalou com a notícia nem alterou seus planos imediatos, pois tinha propósitos muito mais elevados do que a simples cura física de um amigo. Ao chegar à casa de Lázaro, recebe a notícia de que ele estava morto havia quatro dias. Nesse momento, chora. Mas por que chora? Aliás, parece mesmo contraditório que Jesus, sabendo que res¬suscitaria Lázaro dali a poucos minutos, se entregasse às lágrimas e se deixasse invadir por sentimentos, para a maioria de nós, indesejados.

Mas acredito em outra possível leitura do evento. O fato de que Lázaro voltaria à vida em poucos minutos não anulava a realidade de que, naquele exato momento, estava morto. Diante de um amigo morto e rodeado de pessoas desesperadas, nada mais coerente do que sentir o espírito perturbado, no mínimo, por solidariedade e empatia. Jesus vivia um momento de cada vez. Aquele era um momento de morte, desespero e desesperança. Jesus chorou com elas, chorou por elas e por ele mesmo, quem sabe.

Nada mais natural do que o pranto no momento do luto, a angústia na situação de fome, o medo no meio da guerra, enfim, a cara contorcida no momento em que a vida mostra–se amarga. Isso significa que nem todas as pessoas que vivem com um estado de espírito perturbado são responsáveis pelas causas que geraram a perturbação. Os profetas da auto–ajuda dizem que a causa do sofrimento não é o mundo, e sim nossa atitude diante dele. Mas nem sempre o estado de espírito perturbado começa do lado de dentro do coração. Não raras vezes, resulta de circunstâncias adversas, variáveis fora do controle de mortais como nós. O mundo não obedece à justiça retributiva: coisas boas para pessoas boas, coisas ruins para pessoas ruins. Até porque ninguém é totalmente mal. E ninguém é totalmente bom. Assim também o mundo e a vida. A história, que tem como protagonistas pessoas em quem o bem e o mal se misturam e se confundem, não poderia ser tão exata. Por essa razão, de vez em quando acontecem coisas ruins para pessoas boas, coisas boas para pessoas ruins, e ninguém se surpreende mais quando acontecem coisas ruins para todo mundo.
Portanto, o melhor que temos a fazer é repetir a conduta do poeta bíblico. Ao menor sinal de perturbação, devemos perguntar: "Por que você está assim tão triste, ó minha alma? Por que está assim tão perturbada dentro de mim?". Não serão poucas as ocasiões em que ficaremos surpresos quando a alma nos oferecer suas razões. Nessas horas, sentar e chorar é um ótimo remédio. Afinal, quando a dor é real e as causas podem ser claramente identificadas, a lágrima é a menor distância do sorriso.
Mas além dos excessos e das circunstâncias da vida, nosso estado de espíri¬to perturbado é influenciado também por nossas características pessoais, isto é, o conjunto de filtros herdados ou aprendidos por meio dos quais interagimos com o mundo. Praticamente todas as nossas posturas na vida podem ser explicadas pelo mix personalidade–cultura–ambiente social. Poucas são as pessoas que conseguem estourar essa bolha e caminhar em direção à transformação pessoal e à contracultura, impondo sua identidade própria e assumindo suas preferências independentemente da última moda.
Por exemplo, pessoas que cresceram num ambiente de cobranças e de exigências exageradas acabam desenvolvendo um general dentro de sua consciência e sofrem de um perfeccionismo doentio, enquanto outras são mais complacentes, displicentes e até mesmo irresponsáveis. É evidente que cada uma reage ao atraso em uma reunião importante ou à demora na entrega de uma encomenda de maneira diferente. Há pessoas que se incomodam com outras pessoas, enquanto outras se incomodam com coisas. Podemos encontrar gente que fica insuportável quando não dorme o suficiente, e outros que se transformam quando estão com fome. O fato é que, se há dez pessoas vivendo a mesma situação, provavelmente haverá dez reações diferentes.
O grau de maturidade pessoal também afeta radicalmente o estado de espírito. Os motivos considerados suficientes para experimentar alegria e dissabor variam de pessoa para pessoa, e isso está relacionado com os valo-res e até mesmo com o caráter. Uma criança chora quando cai seu sorvete, atitude que não se espera de um adulto. Por outro lado, é comum ouvir crianças perguntando: — Por que a mamãe está chorando? Demonstram, assim, sua incapacidade de discernir a dor para todos evidente. Há pessoas que não conseguem dormir porque atrasaram o pagamento do aluguel, enquanto outras não perdem o sono mesmo devendo meses de cartão de crédito. O estado de espírito perturbado pode ser explicado pela escala de valores de uma pessoa e pela maneira como se vê responsável diante do direito de viver.
Mas além de todas essas limitações herdadas e ou desenvolvidas, tal¬vez o maior fator de distinção na maneira como as pessoas reagem à vida é a fé. A fé percebe uma Presença, a presença de Deus. A fé invoca uma Presença, a presença de Deus. A fé sabe que, por trás do cenário visível, das estatísticas e das probabilidades, existe Alguém interagindo na situação:
Deus. Os recursos humanos resultantes da fé são ainda um mistério para a ciência. Quem é capaz de exercitar a fé vê mais longe, voa mais alto, chega mais adiante.

Ed René - Vivendo com propósitos

terça-feira, 23 de março de 2010

(O texto foi feito para homenagear colegas de formatura de teologia)

No princípio, quando Deus criou os céus e a terra, e viu que tudo era bom, decidiu criar um ser à Sua imagem e semelhança, com quem manteria agradável comunhão todos os dias. E assim acontecia. Sempre ao cair do sol Deus mesmo aparecia no imenso jardim que havia criado e conversava com aquele homem, o ser que havia tido como “obra prima” de sua imensa criação. E a conversa era sempre agradável.


Mas havia uma coisa que havia sido deixada clara desde as primeiras conversas com o Criador: o homem sempre seria um aprendiz, alguém que conversaria sempre com o seu Mestre, mas sabendo o seu devido lugar, o de eterno “calouro”, sempre disposto a aprender. E havia um conselho sábio por parte daquele que era eternamente Sábio: “nunca se alimentem da árvore do conhecimento do bem e do mal, porque no dia em que dela comerem vocês se formarão, e esquecerão de mim... e esquecer de mim, será a morte para vocês.”

Certo dia, a mulher estava por ali, passeando à sombra daquela agradável árvore quando do alto do mais alto galho, apareceu um doutor, travestido de serpente, e lhe disse: “Por que não provam do fruto desta árvore, do conhecimento do bem e do mal?” A mulher prontamente lhe respondeu: “Porque Deus disse que devemos ser eternos aprendizes, e nunca formados”. “Bobagem, respondeu o doutor, Deus sabe que no dia em que se formarem... sereis como Deus... conhecedores do bem e do mal”.


A árvore e seu fruto, os diversos diplomas que pendiam de seus galhos, eram agradáveis à vista e os dizeres do doutor serpente agradáveis aos ouvidos. E ela comeu.



Logo seu marido chegou e viu a mulher numa conversa nunca antes imaginada com o “doutor”. Falavam sobre soteriologias, eclesiologias, pneumatologias, predestinação e livre-arbítrio, soberania de Deus e um tal teísmo aberto, e aquela conversa pareceu bem mais interessante ao homem do que as poesias e músicas que sempre terminavam seus encontros com o Criador. E ele também comeu!


Naquele momento seus olhos foram abertos... e nasceu ali o primeiro congresso de “teologia”. E eles se formaram!

Agora sabiam tudo sobre a divindade e sabiam muito bem todas as respostas para todas as perguntas. Nada de poesia, música e conversas ao fim da tarde. O diploma que carregavam agora, como fruto agradável, era seu deus!

Naquela tardinha, quando o Criador apareceu, eles haviam se escondido, pois todo o conhecer que adquiriram também lhes trouxera a certeza de que estavam nus, desprovidos de calor e expostos a todo frio da noite que se aproximava.


E foram expulsos do jardim antes que comessem da árvore da vida, e sua teologia se tornasse eterna...


(Enviado pela Pra Sara)

sábado, 27 de fevereiro de 2010

O soluço de um bilhão de almas (Boyer)

Diz-se que Martinho Lutero tinha um amigo íntimo, cujo nome era Miconio. Ao ver Lutero sentado dias a fio trabalhando no serviço do Mestre, Miconio ficou penalizado e disse-lhe: "Posso ajudar mais onde estou; permanecerei aqui orando enquanto tu perseveras incansavelmente na luta." Miconio orou dias seguidos por Martinho. Mas enquanto perseverava em oração, começou a sentir o peso da própria culpa. Certa noite sonhou com o Salvador, que lhe mostrou as mãos e os pés. Mostrou-lhe também a fonte na qual o purificara de todo o pecado. "Segue-me!" disse-lhe o Senhor, levando-o para um alto monte de onde apon¬tou para o nascente. Miconio viu uma planície que se es-tendia até o longínquo horizonte. Essa vasta planície esta¬va coberta de ovelhas, de muitos milhares de ovelhas brancas. Somente havia um homem, Martinho Lutero, que se esforçava para apascentar a todas. Então o Salvador disse a Miconio que olhasse para o poente; olhou e viu vas¬tos campos de trigo brancos para a ceifa. O único ceifador,que lidava para segá-los, estava quase exausto, contudo persistia na sua tarefa. Nessa altura, Miconio reconheceu o solitário ceifeiro, seu bom amigo, Martinho Lutero! Ao despertar do sono, tomou esta resolução: "Não posso ficar aqui orando enquanto Martinho se afadiga na obra do Se-nhor. As ovelhas devem ser pastoreadas; os campos têm de ser ceifados. Eis-me aqui, Senhor; envia-me a mim!" Foi assim que Miconio saiu para compartilhar do labor de seu fiel amigo.



Jesus nos chama para trabalhar e orar.

É de joelhos que a Igreja de Cristo avança.

Foi Lionel Fletcher quem escreveu:


"Todos os grandes ganhadores de almas através dos séculos foram homens e mulheres incansáveis na oração. Conheço como homens de oração quase todos os pregadores de êxito da geração atual, tanto como os da geração próxima passada, e sei que, igualmente, foram homens de intensa oração".


"Certo evangelista tocou-me profundamente a alma quando eu era ainda jovem repórter dum diário. Esse evangelista estava hospedado em casa de um pastor presbiteriano. Bati à porta e pedi para falar com o evangelista. O pastor, com voz trêmula e com o rosto iluminado por es-tranha luz, respondeu:


"Nunca se hospedou um homem como ele em nossa casa. Não sei quando ele dorme. Se entro no seu quarto durante a noite para saber se precisa de alguma coisa, encon¬tro-o orando. Vi-o entrar no templo cedo de manhã e não voltou para as refeições.


"Fui à igreja... Entrei furtivamente para não perturbá-lo. Achei-o sem paletó e sem colarinho. Estava caído de bruços diante do púlpito. Ouvi a sua voz como que agonizante e comovente instando com Deus em favor daquela cidade de garimpeiros, para que dirigisse almas ao Salvador. Tinha orado toda a noite; tinha orado e jejuado o dia inteiro.


"Aproximei-me furtivamente do lugar onde ele orava prostrado, ajoelhei-me e pus a mão sobre seu ombro. O suor caía-lhe pelo corpo. Ele nunca me tinha visto, mas fitou-me por um momento e então rogou:

'Ore comigo, irmão! Não posso viver se esta cidade não se chegar a Deus.'

Pregara ali vinte dias sem haver conversões. Ajoelhei-me ao seu lado e oramos juntos. Nunca ouvira alguém insistir tanto como ele. Voltei de lá assombrado, humilhado e es¬tremecendo.


"Aquela noite assisti ao culto no grande templo onde ele pregou. Ninguém sabia que ele não comera durante o dia inteiro, que não dormira durante a noite anterior. Mas, ao levantar-se para pregar, ouvi diversos ouvintes dizerem: 'A luz do seu rosto não é da terra!' E não era mesmo. Ele era conceituado instrutor bíblico, mas não tinha o dom de pregar. Porém, nessa noite, enquanto pregava, o auditório inteiro foi tomado pelo poder de Deus. Foi a primeira gran¬de colheita de almas que presenciei."


Há muitas testemunhas oculares do fato de Deus continuar a responder às orações como no tempo de Lutero, Edwards e Judson. Transcrevemos aqui o seguinte comentá¬rio publicado em certo jornal:


"A irmã Dabney é uma crente humilde que se dedica a orar... Seu marido, pastor de uma grande igreja, foi cha¬mado para abrir a obra em um subúrbio habitado por pobres. No primeiro culto não havia nenhum ouvinte: so¬mente ele e ela assistiram. Ficaram desenganados. Era um campo dificílimo: o povo não era somente pobre, mas depravado também. A irmã Dabney viu que não havia esperança a não ser clamar ao Senhor, e resolveu dedicar-se persistentemente à oração. Fez um voto a Deus que, se Ele atraísse os pecadores aos cultos e os salvasse, ela se entregaria à oração e jejuaria três dias e três noites, no templo, todas as semanas, durante um período de três anos.


"Logo, que essa esposa de um pastor angustiado começou a orar, sozinha, no salão de cultos, Deus começou a operar, enviando pecadores, a ponto de o salão ficar super¬lotado de ouvintes. Seu marido pediu que orasse ao Senhor e pedisse um salão maior. Deus moveu o coração de um comerciante para desocupar o prédio fronteiro ao salão, cedendo-o para os cultos. Continuou a orar e a jejuar três vezes por semana, e aconteceu que o salão maior também não comportava os auditórios. Seu marido rogou-lhe novamente que orasse e pedisse um edifício onde todos quantos desejassem assistir aos cultos pudessem entrar. Ela orou e Deus lhes deu um grande templo situado na rua principal desse subúrbio. No novo templo, também a assistência aumentou a ponto de muitos dos ouvintes serem obrigados a assistir às pregações de pé, na rua. Muitos foram libertos do pecado e batizados."


Quando os crentes sentem dores em oração, é que renascem almas. "Aqueles que semeiam em lágrimas, com júbilo ceifarão."


"O soluço de um bilhão de almas na terra me soa aos ouvidos e comove o coração; esforço-me, pelo auxílio de Deus, para avaliar, ao menos em parte, as densas trevas, a extrema miséria e o indescritível desespero desses mil milhões de almas sem Cristo. Medita, irmão, sobre o amor do Mestre, amor profundo como o mar; contempla o horripilante espetáculo do desespero dos povos perdidos, até não poderes censurar, até não poderes descansar, até não pode¬res dormir."


Sentindo as necessidades dos homens que perecem sem Cristo, foi que Carlos Inwood escreveu o que lemos acima, e é por essa razão que se abrasa a alma dos heróis da igreja de Cristo através dos séculos.


Na campanha de Piemonte, Napoleão dirigiu-se aos seus soldados com as seguintes palavras: "Ganhastes san¬grentas batalhas, sem canhões, atravessastes caudalosos rios sem pontes, marchastes incríveis distâncias descalços, acampastes inúmeras vezes sem coisa alguma para comer, tudo graças à vossa audaciosa perseverança! Mas, guerreiros, é como se não tivéssemos feito coisa alguma, pois resta ainda muito para alcançarmos!"


Guerreiros da causa santa, nós podemos dizer o mes¬mo: é como se não tivéssemos feito coisa alguma. A audaciosa perseverança é-nos ainda indispensável; há mais almas para salvar atualmente do que no tempo de Müller, de Livingstone, de Paton, de Spurgeon e de Moody.


"Ai de mim, se não anunciar o Evangelho!" (1 Coríntios 9.16).


Não podemos tapar os ouvidos espirituais para não ouvir o choro e os suspiros de mais de um bilhão de almas na terra que não conhecem o caminho para o lar celestial.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

Ame os alunos coerente e incondicionalmente.

Do livro 7 leis do aprendizado:

Jesus forneceu o mais importante maximizador ao declarar: “... Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o primeiro grande mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.” (Mt 22.37-40.)

Dos quarenta e nove maximizadores apresentados neste livro, este primeiro é, disparado, o vencedor. Amar profunda e continuamente seus alunos haverá de maximizar a marca que você imprimira na vida deles mais do que todos os outros quarenta e oito juntos.

Aliás, de acordo com o texto de 1 Coríntios 13, se não amarmos profundamente nossos alunos, tudo o mais que fizermos resultara em muito pouco. E como é raro estarmos numa sala de aula onde os esforços e o carinho do professor são voltados, em primeiro lugar, para os alunos! Aparentemente, na maioria das escolas e igrejas, “amar os alunos” saiu de moda. A admoestação bíblica para amarmos foi, de alguma forma, tão diluída, que poucos de nós conseguimos compreender a verdadeira profundidade de nosso chamado. Achamos que nossa vocação é meramente preparar a aula, ensinar com entusiasmo, e, quem sabe, telefonar para os alunos numa emergência ou fazer uma festinha com eles uma vez por ano.

Além disso, deixamos também que nossa definição de amor se tornasse destituída de emoção. Conceitos como intenso, ardente, zeloso, ou fervoroso não parecem ter mais lugar na sala de aula. Será que você deveria entusiasmar-se? Saber que podemos ata praticar ações incrivelmente positivas para com os outros sem, no entanto, amá-los dá muito a pensar, não é mesmo? Em 1 Coríntios 13, por exemplo, encontramos menção de duas ações que estão além da imaginação da maioria de nós – der todos os nossos bens para os pobres e entregar nosso corpo para ser morto – e lá diz que é possível praticá-las sem amor. E sem amor, elas não têm sentido.

O amor, é claro, pede ação, pois nos versos 4 a 7 ele é definido em termos de atos: “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não e orgulha...” (NVI.) Mas será que no amor há lugar para ardor, devoção? Na primeira carta de Pedro 4.8, temos uma resposta especifica: “Sobretudo (sobre todo o restante deste livro), amem-se intensamente uns aos outros, porque o amor cobre uma multidão de pecados.” (NVI – grifo do autor.)

“Amar intensamente” é possuir sentimentos intensos e sérios. Portanto nós precisamos nos esforçar para nos tornarmos intensa e emocionalmente envolvidos com nossos alunos, para amá-los intensamente.

Por mais surpreendente que possa parecer, creio que todos os professores “amam” sem exceção. Quando observamos o comportamento deles, logo percebemos o que é que eles amam. Nossa conduta revele os valores e o apego que temos. Os três grandes “amores” de um professor parecem, consistentemente, estar em uma das seguintes categorias:

1. O amor pelo conteúdo. São os professores que ficam tão entusiasmados e motivados com a matéria, que perdem a classe de vista. A maior parte do tempo de ensino é voltada para a matéria. Ficam tão enamorados daquilo que estão dizendo, que jamais têm tempo ou forcas para focalizar a atenção naqueles a quem estão ministrando.

2. O amor pela comunicação. São os professores que ficam tão “ligados” e motivados pela simples idéia de falarem a um auditório, que perdem de vista os próprios ouvintes! A adrenalina sobe quando se dirigem ao palco. Eles são movidos pela reação da platéia. As pausas propositais, os crescendos, o humor cuidadosamente inserido, as frases de efeito, o fechamento forte, os gestos calculados, tudo se harmoniza para crias o desempenho. Os aplausos. A aclamação. É o amor pelo evento em lugar do amor pelo aluno.

3. O amor pelo estilo de vida de professor. São professores que ensinam simplesmente para poderem estar livres durante as férias, principalmente as mais longas, e fazerem o que bem entendem. Eles não visualizam o ensino como chamado, mas sim como uma fonte de recursos. Vêem os alunos apenas como algo que devem tolerar.

O que Jesus fez devido ao seu intenso interesse de comunicar-se com esta sua classe, que chamamos de mundo? Ele deixou a glória dos céus para se sacrificar pelo bem de sua “classe”. Ensinou a verdade com todo coração, com toda a alma, e com todo o entendimento – e, em última análise, com sua vida. Cristo morreu para nos ensinar a verdade! É assim o amor ardente que Cristo tem por seus alunos.

Quando tudo estiver encerrado, o maior elogio que poderíamos receber como professores poderia bem ser: “Observe como ele amou seus alunos!”

O orador e o estilo

Do livro 7 leis do aprendizado:
Quando o estilo é seu ponto forte, seus alunos podem rotulá-lo de comunicador, de tremendo orador ou de extremamente motivador. Você gosta de comunicação e vibra ao ver os alunos reagirem positivamente àquilo que você lhes está ministrando. Você adora estar sempre aprimorando seu curso reiteradamente, de forma que ele contenha boas ilustrações e bons recursos visuais. Seu esboço é equilibrado e até mesmo aliterado. Para você não basta o conteúdo fazer sentido; precisa ter boa apresentação e soar bem. E o mesmo tempo que você gasta para preparar o conteúdo, gasta pensando em como irá apresentá-lo. Você, normalmente, é a “espontaneidade” em pessoa, e aprecia os desafios do presente momento, e de como aproveitá-lo ao máximo. Quando você dá uma aula, dá tudo de si; e quando ela termina, se sente exaurido.


Seus alunos o consideram um grande professor, e a maioria gosta de suas aulas. Eles chegam cheios de expectativas e o tempo parece voar. Eles apreciam sua intensidade e capacidade de manter a aula interessante e motivadora. Eles gostam de como você faz uso da variedade e criatividade. Muitos deles sentem que sua aula é o ponto alto do dia, porque sempre saem dela motivados e recarregados.


Talvez você tenha tido uma professora que era o “estilo” em pessoa. Além de ensinar com estilo, tinha estilo também para se vestir. Quando ela entrava na sala, dava até pra sentir um friozinho na barriga, tal a expectativa. Na aula dela, as paredes ficavam repletas de pôsteres, figuras e dos melhores trabalhos. Ela parecia fazer com que os conceitos mais complexos fossem simples de entender. Diferentemente da maioria dos professores, ela detestava a aula expositiva. No maravilhoso clima de aprendizagem que ela criava havia dramatização, trabalho em grupo, debates espontâneos, sessões de enfoque específico, oradores convidados, filmes especiais – tudo.


Por outro lado, se seu relacionamento com estilo é o seu ponto mais fraco, quem sabe seu apelido seja “discurso”, e a idéia de usar um retroprojetor seja tão estranha quanto você teria sido ao apóstolo Paulo. Você prefere ficar atrás da mesa e se sente meio nu quando tem que sair de trás dela. Quanto a dramatizações, isso é para Hollywood, coisa de cinema. Trabalho em grupo? Isso é para quem crê que a melhor forma de descobrir a verdade é compartilhar a ignorância. Aliás, o “Sermão do Monte” foi uma palestra, não foi?


Se essa área é o seu ponto fraco, os alunos provavelmente acham suas aulas maçantes, onde tudo é muito previsível. Para eles, você parece estar mais interessado no assunto em si do que em comunicá-lo. Se a aula é à tarde e faz calor, os alunos talvez sintam os olhos querendo fechar-se e a cabeça pesada demais, porque simplesmente não há nada muito interessante para prender a atenção deles.

O orador e o aluno

Do livro 7 leis do aprendizado:
Quando seu relacionamento com os alunos é o seu ponto forte, eles talvez lhe rotulem de amigo, incentivador, ou alguém que está sempre “em sintonia” com eles. Relacionar-se com seus alunos é fácil. Você, provavelmente, os acha muito mais interessantes que o conteúdo de seu ensino ou a ministração do mesmo. Afinal, eles são a razão pela qual você ensina. Você gosta muito de falar-lhes de sua vida, suas lutas e vitórias, e a classe parece mais com uma grande e feliz família. Você talvez tenha mais propensão de almoçar com um aluno do que com um colega professor. Você quer aproximar-se dos alunos, e não fugir deles!


Seus alunos o vêem como alguém pratico e de personalidade agradável. Percebem que você se interessa por eles e que é bastante transparente, Eles talvez o procurem ao enfrentar problemas. Muitos acham que é o único professor que os compreende e pode, portanto, ajudá-los.


Quando jovem, tive um professor assim. Parecia que passávamos mais tempo discutindo a historia de nossa vida e família do que o conteúdo da matéria. Nós, alunos, costumávamos apostar quanto tempo conseguiríamos evitar que ele entrasse no assunto da aula. Às vezes conseguíamos mantê-lo contando casos de seu passado a aula inteira. Quando ele percebeu que o semestre estava no fim, e ele havia coberto apenas pequena parte do programa, passou a ditar ininterruptamente num ritmo frenético durante as últimas aulas, só para ter matéria para as provas finais. Mas nós não nos importávamos. Todos o achávamos incrível. Quase todos teríamos feito qualquer coisa por ele.


Quem não se deixa envolver por esse relacionamento com os alunos, não se sente muito à vontade quando rodeado por eles. Prefere entrar na sala no instante de iniciar a aula, e sempre parece ter um bom motivo para sair logo que o sinal toca. Você, provavelmente, não se sente bem contando casos pessoais. Seus alunos certamente o chamam de senhor, ou senhora, ou doutor, ou professor; jamais ousariam chamá-lo apenas pelo nome. Você está convicto de que manter certa distancia é salutar para um ensino eficaz.Se não tiver cuidado, alguns poderão considerá-lo distante, frio ou “metido a intelectual”, embora você não creia que, pelo menos aqueles que o acabam conhecendo melhor, o julguem assim. Os alunos podem achar suas aulas muito teóricas e pouco praticas. Eles sentem que você está mais preocupado com o conteúdo do que com eles. Ficam meio bronqueados ao perceber que você ainda não aprendeu o nome deles, embora o ano já esteja quase terminando.

O orador e o assunto

Do livro 7 leis do aprendizado:

Quando o assunto é seu ponto forte, seus alunos poderão chamá-lo de erudito, “cabeça”, “crânio”. Você tem prazer em pensar no assunto, e se aproxima mais do mundo das idéias e dos pensamentos do que de seus alunos (e certamente mais do que de todos aqueles métodos criativos que para você parecem pura perda de tempo). Você gosta das fontes originais, e sempre ficou “grilado” por não dominar o grego e o hebraico, o latim e o alemão, para poder “ir mais fundo”.


Seus alunos o enxergam como uma pessoa muito inteligente, que sabe muito sobre vários assuntos. Gostam de ouvir suas respostas às dúvidas que têm, porque você sempre se faz entender – e isso mais freqüentemente no período de perguntas e respostas do que durante a aula propriamente dita. Seus alunos, provavelmente, pensam que você espera muito deles e que ensina muita coisa desnecessária, mas você parece considerar tudo importante. Ninguém jamais acha que não está aprendendo sua matéria, mas alguns têm que se “desdobrar” para poder acompanhar sua aula.


Na faculdade teológica, tive um professor que era um erudito clássico. Na segunda aula do semestre, um aluno levantou a mão e pediu mais informações acerca de algo que parecia um detalhe sem importância. Alguns de meus colegas trocaram aquele olhar de descontentamento ao ouvirem a pergunta, e nenhum de nós sequer suspeitava que o professor responderia com mais do que uma frase.


Até hoje, passados vários anos, ainda estou admirado com a resposta do professor. Ele acenou com a cabeça, como se a pergunta fosse tremendamente perspicaz, olhou para um canto do teto, envolveu o polegar com os demais dedos e colocou a mão na testa. Em seguida, começou a citar livros onde se poderia encontrar uma resposta e continuou:


“Volume 2, pagina 246, no canto esquerdo da coluna da direita, mais ou menos umas 7 ou 8 linhas do inicio do parágrafo.”


Aí fechou os olhos e citou de cor cerca de três ou quatro parágrafos sobre o assunto.


A principio pensei tratar-se de uma piada pratica, por isso, no primeiro intervalo, corri para a biblioteca, procurei o volume 2 e fui à pagina mencionada. Fiquei abismado de ver que ele citara o texto palavra por palavra!


Exceto em suas ocasionais incursões nos recessos mais íntimos da teologia, quando ele começava a citar as fontes originais em alemão, todos nós logo nos vimos apreciando profundamente esse professor, e ele nos fez alcançar novas fronteiras do saber. Foi uma das experiências de aprendizagem mais memoráveis da minha vida.


Mas tais pontos fortes costumam ter suas contraposições. Esse mesmo erudito nos contou que certa vez foi a Houston fazer uma conferencia num final de semana. Depois tomou o avião de volta para Dallas, esperando que sua esposa o apanhasse no aeroporto. Após uma hora de espera, telefonou para casa, para saber se ela o esquecera.


- Onde é que você está? perguntou ela.


- No aeroporto de Dallas, é claro, respondeu ele. E onde é que você está?


- Eu estou em casa, replicou ela, esperando você.


Aí houve aquele silencio prolongado, que anunciava que havia alguma coisa errada.


- Querido, você se esqueceu? Você foi para Houston de carro!


Quem é mais fraco no relacionamento com o assunto, provavelmente se sente meio inseguro acerca do conteúdo e depende muito das anotações. Quando um aluno levanta a mão com uma pergunta, você morre por dentro e responde que falará com ele no intervalo, pois tem certeza que não sabe a resposta. Mas não quer que ninguém saiba que você não sabe. Aí você ora intensamente, pedindo que aquele aluno esqueça a pergunta, até na hora do intervalo. Provavelmente, também acha mais fácil seguir um esboço de outra pessoa, pois ele parece bem melhor que o seu, e mesmo assim, jamais se sente seguro de ter um bom conteúdo.



segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

MOODY!

"Algumas pessoas parecem acreditar que estão perdendo tempo esperando em Deus, então eles vão e fazem a Sua obra sem unção e sem poder ...  se os primeiros cristãos tivéssem pregado sem esperar o poder do Espírito Santo, você acha que teria acontecido o que aconteceu no Pentecostes? ... Não faz sentido fazer a Obra sem ser capacitado por Deus, não tente fazer a obra de Deus sem o poder de Deus ... um homem no trabalho sem o poder do Espírito Santo está desperdiçando seu tempo. Então, não perdemos nada se esperarmos até chegar esse poder. "



Bibliografía: Los Héroes Evangélicos Hablan

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Dicas para uma boa leitura (DALE CARNEGIE)

1. Se deseja obter o máximo de um livro, há um requisito
indispensável, essencial e infinitamente mais importante do que
qualquer regra ou técnica. A menos que este requisito fundamental
seja observado, um milhar de regras de como estudar
terá pequeno valor. E se você contar com este dom essencial,
poderá conseguir maravilhas sem ler quaisquer outras sugestões
para obter o máximo de um livro.
Que mágico requisito é este? Apenas o seguinte: um profundo
e dinâmico desejo de aprender, uma vigorosa determinação
para aumentar sua habilidade no trato com as pessoas.
Como poderá desenvolver tal desejo? Tenha sempre em
mente a importância de tais princípios para você. Considere
como o domínio sobre eles o ajudará na condução de uma vida
mais gratificante, feliz, plena e valiosa.
Repita sempre para si mesmo: "Minha popularidade,
minha felicidade e meu senso de valor dependem sobretudo da
minha habilidade no tratar as pessoas".

2. Leia cada capítulo rapidamente para ter um apanhado
geral do mesmo. Por certo, será tentado a passar apressadamente
para o capítulo seguinte. Mas não faça isso. A menos
que esteja lendo por mero passatempo. Mas, se estiver lendo
porque deseja melhorar sua capacidade nas relações humanas,
então volte e releia inteiramente cada capítulo. Cedo ou tarde,
isso significará ganhar tempo e obter resultados.

3. Pare freqüentemente na leitura para meditar sobre o
que está lendo. Pergunte a si mesmo como e quando poderá
aplicar cada sugestão.

4. Leia com um lápis, um creiom vermelho, uma caneta
ou um marcador na mão. Quando deparar com uma sugestão
que sinta poder ser aplicada por você, dê um traço ao lado dela.
Se for uma sugestão muito boa, então sublinhe cada sentença ou
marque-a com "xxx". Marcando e sublinhando um livro, fica
mesmo mais interessante, e muito mais fácil para uma releitura
rápida.

5. Certa senhora que ocupou durante quinze anos
o posto de diretora do escritório de uma grande companhia de
seguros. Ela lia mensalmente todos os contratos de seguro feitos
pela sua companhia. Sim, todo ano ela lia mensalmente os
mesmos contratos. Por quê? A experiência lhe ensinara que
aquele era o único meio pelo qual podia ter claramente no cérebro
todas as condições dos mesmos.
Certa vez um escritor passou quase dois anos escrevendo um livro
sobre discursos em público; e por várias vezes foi obrigado a
voltar, de tempos em tempos, para relembrar o que escreveu no
seu livro. Ele percebeu que a rapidez com que esquecemos é assombrosa.
Assim, se quiser obter de um livro um benefício real e decisivo,
não pense que passar apenas uma vez superficialmente
por ele será suficiente ... Depois de lê-lo inteiramente, deve
levar algumas horas relendo-o, todos os meses. Coloque-o na
sua mesa, bem a sua frente, todos os dias. Passe uma vista
d'olhos nele muitas vezes. Procure convencer-se constantemente
das grandes possibilidades para melhoria que ainda se acham
abandonadas... Lembre-se de que o emprego destes princípios
tornar-se um hábito por meio de uma constante e vigorosa campanha de revisão e aplicação. Não há outro caminho a seguir.

6. Bernard Shaw frisou certa vez: "Se ensinardes alguma coisa
a um homem, ele nunca aprenderá". Shaw estava certo. Aprender é um processo ativo. Aprendemos fazendo. Coloque em prática sua leitura, crie regras em todas as oportunidades que tiver. Se não fizer isto, esquecê-las-á rapidamente. Apenas o conhecimento que é empregado permanecerá em sua mente.

Frases dos outros!

“Diga claramente o que você quer e realize os seus sonhos.”


“Controla uma conversa não quem fala, mas quem ouve, por isso é melhor você falar menos e ouvir mais.”


“Não adianta você ler uma biblioteca inteira se, no seu dia a dia, você não souber se comunicar.”


“Você tem dois ouvidos e uma boca porque nós fomos feitos para ouvir mais e falar menos.”


“As palavras são como o sal e a pimenta na comida: têm que ser usadas na medida certa.”

“ Se você não está gostando do que está ouvindo, você faz uma pergunta e muda a conversa.”


“Para se comunicar bem, você não precisa ser um gênio. Você precisa gostar do que faz.”

20 DICAS PARA O SUCESSO

LUIZ A. MARINS FILHO
01 – Elogie 03 pessoas por dia;

02 – Tenha um aperto de mão firme;

03- Olhe as pessoas nos olhos;

04 – Gaste menos do que ganha;

05 – Saiba perdoar a si mesmo e aos outros;

06 – Trate os outros como gostaria de ser tratado;

07 – Faça novos amigos;

08 – Saiba guardar segredos;

09 – Não adie uma alegria;

10 – Surpreenda aqueles que você ama com presentes inesperados;

11 – Aceite sempre uma mão estendida;

12 – Sorria;

13 – Pague as suas contas em dia;

14 – Não ore para pedir coisas. Ore para agradecer e pedir sabedoria;

15 – Dê às pessoas uma Segunda chance;

16 – Não tome nenhuma decisão quando estiver cansado (a) ou nervoso (a);

17 – Respeite todas as coisas vivas, especialmente as indefesas;

18 – Dê o melhor de si no seu trabalho;

19 – Seja humilde, principalmente nas suas vitórias;

20 – Jamais queira tirar a esperança de uma pessoa. Pode ser que ela só tenha isso.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Wesley, Spurgeon, Moody y el Espiritu Santo

JUAN WESLEY
Es el fundador de la iglesia Metodista y uno de los más grandes evangelistas conocidos en la historia.
Aun los historiadores seculares respetados dicen que a través del ministerio de Juan Wesley, sus ayudantes y convertidos y el Gran Despertar sobre Inglaterra que resultó, Inglaterra fue librada del terrible baño de sangre que caracterizó la Revolución Francesa que ocurrió dos años antes de la muerte de Wesley. Se dice que durante su ministerio, viajó más de 400,000 kilómetros a lomo de caballo (una distancia equivalente a dar diez vueltas alrededor de la tierra sobre el Ecuador), y predicó más de 40,000 mensajes. ¿Cuál fue su
secreto?

Interesantemente, él ya era un ministro ordenado de la Iglesia Anglicana aun antes de experimentar su nuevo nacimiento en 1838. Unos seis meses después, tuvo un poderoso encuentro con el Espíritu Santo. En sus propias palabras: "Estábamos reunidos y en constante oración, cuando alrededor de las tres de la mañana, el poder de Dios vino poderosamente sobre nosotros, a tal grado que clamamos con un gozo excesivo, y muchos cayeron al suelo. Tan pronto que nos recuperamos un poco de ese asombro y maravilla ante la presencia de Su majestad, irrumpimos a una voz: '¡Te alabamos, Oh Dios, te reconocemos como el Señor!'"

A partir de allí, él comenzó a predicar con una unción y poder extraordinarios, y su predicación resultaba en convicción poderosa de pecado en los corazones de multitudes de personas.

La verdad es que si uno se pone a leer sus mensajes hoy día, diría que no había nada en ellos como para provocar emoción. Y sin embargo Dios los usó para llevar a miles de personas al Señor. No era la palabra; era el poder de Dios sobre la palabra.

Siempre al terminar su mensaje oraba pidiéndole a Dios que "confirmara su palabra" que pusiera su sello sobre ella, y que "diera testimonio de ella". Y Dios lo hacía así. Los pecadores sentían su culpa y clamaban a grito abierto y en gran angustia, pidiendo misericordia, bajo la influencia de la profunda convicción de su pecado. Muchos caían al suelo bajo el poder de Dios, en el momento del arrepentimiento. Unos pocos minutos después, estarían regocijándose con la seguridad de que sus pecados habían sido perdonados, y con una profunda conciencia de la paz de Cristo.

Wesley relató la siguiente experiencia en su diario personal:

"Supimos que muchos se ofendieron al oír los clamores de aquellos sobre quienes descendió el poder de Dios; entre ellos un médico, quien dijo que podría tratarse de un engaño o falsedad. Hoy una de las primeras personas en clamar misericordia fue una mujer a quien dicho médico conocía por años. Al verla llorar, le pareció increíble que fuese la misma persona. Se acercó a ella y observó todos los síntomas; vio que por la cara le corrían gruesas gotas de sudor y se estremecía hasta los huesos. Al ver eso, no supo qué decir, pues quedó convencido de que no se trataba de ningún engaño, ni tampoco de ningún desorden
natural. Mas cuando su cuerpo y alma fueron sanados en un instante, el médico vio el dedo de Dios en lo que le había ocurrido a la mujer".

Pero las manifestaciones de la presencia de Dios no se limitaban a las reuniones; algunos eran sobrecogidos por una tremenda convicción hasta tres semanas después: De repente echaban tales gritos como si estuvieran en angustia de muerte, se arrepentían, y posteriormente se regocijaban por el perdón de pecados.

DECLARACIONES DE WESLEY:

Wesley creía que los Dones del Espíritu eran para nuestros tiempos. En una carta escrita en junio de 1746, declara: "No recuerdo de ninguna Escritura donde se nos enseñe que los milagros debían confinarse a la edad apostólica o cualquier otro período de tiempo. Es cierto que San Pablo dice que las profecías y las lenguas cesarán, pero en ningún momento dice que estos milagros cesarán antes de que cesen la fe y la esperanza..."

En cuanto a la clase de personas que impactarán en el Reino:

En una ocasión, otro ministro le preguntó cómo hacerle para lograr que mucha gente viniera a escucharle.

LA RESPUESTA DE WESLEY FUE:

"Si el predicador está ardiendo, los demás vendrán para ver el fuego."

"Dame cien predicadores que no le temen a nada excepto al pecado, y no desean nada excepto a Dios, y no me interesa ni una paja que sean clérigos o laicos, ellos sacudirán las puertas del infierno y establecerán el reino de los cielos en la tierra."

CHARLES H. SPURGEON
El pastor bautista conocido como "el príncipe de los predicadores" entre los evangélicos.

Es el predicador más leído de toda la historia. Sus mensajes escritos llenan 63 volúmenes, con un total de 20 a 25 millones de palabras. Llegó a tener la congregación más grande existente para sus tiempos, y durante su vida, se estima que predicó a más de 10,000,000 personas. Para 1865, se vendían sus mensajes impresos semanalmente a más de 25,000 personas, y se llegaron a traducir en más de 20 idiomas.

Sin embargo... él nunca fue a la universidad, y por lo general, él no escogía sobre qué tema predicar hasta el sábado por la noche... y nunca llevaba más de una página de notas al púlpito.

Entonces... ¿cuál fue el secreto de su éxito?

El mismo lo atribuía a la unción del Espíritu Santo en su vida. Dijo: "Constantemente es mi oración que sea el Espíritu quien me guíe aun en las partes más pequeñas y menos importantes de los servicios..."

La oración era otro factor determinante; había un salón en el sótano de su templo donde siempre había personas de rodillas, intercediendo por la iglesia. El siempre declaraba que ese lugar era el generador de poder de la iglesia.

Además de sus mensajes de gran poder, fluía en los dones del Espíritu Santo. El libro "La Vida de Charles Spurgeon", por Russell H. Conwell dice lo siguiente: "probablemente ningún hombre en Inglaterra o América en este siglo (XIX) ha sido el instrumento de sanidad de tantas personas como lo fue el Sr. Spurgeon... miles de casos de enfermos fueron sanados en respuesta a oración, entre ellos, parálisis parcial, reumatismo, aflicciones mentales y fiebres contagiosas. El se consideraba como mero agente del poder Divino, y decía que no era merecedor del don de la sanidad".

DECLARACIONES SORPRENDENTES DE SPURGEON:

En cuanto a la necesidad de poder:

"Necesitamos hombres ardiendo al rojo vivo, que irradien el fuego con tan intenso calor; que no podamos siquiera acercarnos sin sentir que nuestros corazones se están quemando; hombres como relámpagos lanzados de la misma mano de Jehová, despedazando estrepitosamente cada cosa que se opone en su camino, hasta que llegue a su blanco; ¡hombres impulsados por la Omnipotencia!"

"Es el poder extraordinario de Dios, no el talento, lo que trae la victoria del día. Es unción espiritual extraordinaria, no poder mental extraordinario, lo que necesitamos. Puede ser que el poder mental llene una capilla, pero el poder espiritual llena a una iglesia con angustia del alma. Puede que el poder mental reúna una congregación grande, pero sólo el poder espiritual llenará las almas."

En cuanto al gozo (para los ingenuos que creen que la risa santa es algo nuevo):

"Creo, en mi corazón, que hay tanta santidad en una carcajada que en un llanto, y que en ocasiones, la risa es mejor. Porque puedo gemir, pero a la vez estar murmurando y estarme afligiendo y llevando pensamientos amargos contra Dios, mientras que, en otro momento, puedo reír de sarcasmo en contra del pecado y así dar evidencia de una santa sinceridad en la defensa de la verdad" (Su Autobiografía).

EN CUANTO A LAS CONTROVERSIAS DEL AVIVAMIENTO:

En un mensaje titulado "El Gran Avivamiento" (Marzo 28, 1858) Spurgeon dijo que el avivamiento es como un huracán, que trae caos dondequiera que va: "...llega, como un huracán celestial, arrastrando todo lo que tiene por delante... y hay llanto y gemidos en las reuniones... pero los convertidos son muy sinceros. Jamás habrás visto semejantes personas. Algunos los llaman fanáticos, pero es un fanatismo santo. Otros, dicen que es emocionalismo excesivo, pero es un emocionalismo celestial... que es un desorden, puede que digas... Quizá traten de detenernos, ¡pero nosotros los atropellaremos si no se quitan
de nuestro camino!"

En otra ocasión, Spurgeon dijo lo siguiente:

"Algunos los llaman fanáticos, pero es un fanatismo santo. Otros dicen que es emocionalismo excesivo, pero es un emocionalismo celestial... que es un desorden, puede que digan... Quizá traten de detenernos, ¡pero nosotros los atropellaremos si no se quitan de nuestro camino!" Siguiendo acerca de las críticas: "Es sólo a un árbol lleno de fruto al cual los hombres avientan piedras".

DWIGHT L. MOODY

Este hombre, cuya educación formal fue el equivalente al quinto año de primaria, fundó tres escuelas de renombre. Sin educación teológica, reestructuró el cristianismo de la Era Victoriana y sin radio o televisión, alcanzó a 100 millones de personas, viajando más de cien millones de millas durante su carrera evangelística. Todo comenzó cuando este vendedor de zapatos inició una escuela dominical que llegó a ser la más grande de Chicago. Así que él ya tenía cierto éxito cuando conoció a dos ancianitas, quienes le informaron: "Hemos estado orando por ti... ¡necesitas poder! ¡Necesitas poder!"

Dice Moody: "Mi reacción inmediata fue: ¿Por qué mejor no oran por los perdidos? ¡Yo pensaba que ya tenía poder! Tenía la congregación más grande de Chicago, y había muchas conversiones. Pero ante la insistencia de ellas, por fin me animé a preguntarles exactamente a qué se referían cuando decían que yo necesitaba más poder."

Cuando les preguntó, ellas le contestaron que lo que él necesitaba era el bautismo con el Espíritu Santo. Fue entonces que él les pidió que no sólo oraran por él, sino también con él.

Relata Moody: "Al escuchar y orar con ellas, derramaban su corazón para que yo pudiera tener la plenitud del Espíritu Santo, y comencé a reaccionar. Entró en mí una intensa hambre espiritual, que hasta entonces había sido desconocida para mí. Comencé a llorar como nunca antes. El hambre aumentó. Verdaderamente sentí que ya no quería vivir si no podía tener ese poder para su servicio".

Poco tiempo después, un día él estaba caminando por Wall Street en Nueva York, y en medio de la actividad y bullicio de esa céntrica calle, su oración fue contestada; el poder de Dios cayó sobre él mientras caminaba, al grado que tuvo que correr a la casa de un amigo y pedirle si le podía permitir estar a solas en una habitación. En esa habitación permaneció por horas; y el Espíritu Santo vino sobre él llenando su alma con tanto gozo que por fin tuvo que pedirle a Dios que detuviera Su mano, para que no muriera en ese instante por el gozo tan desbordante. Salió de ese lugar con el poder del Espíritu Santo sobre él, y a partir de allí comenzó sus poderosas reuniones evangelísticas.

Según él mismo relata: "Los mensajes fueron diferentes. No presenté verdades nuevas, y sin embargo, cientos de personas fueron convertidas. Yo jamás volvería atrás a donde estaba antes de esa bendita experiencia (refiriéndose a su bautismo en el Espíritu Santo)"

Además, desde entonces, él siempre insistía en la importancia que los demás cristianos también fueran bautizados con el Espíritu Santo. Un amigo suyo fue R. A. Torrey, quien relata: "Una y otra vez, el Sr. Moody venía y me decía:

'Torrey, quiero que hables del bautismo con el Espíritu Santo'. En una ocasión, él intervino para que me invitaran a predicar en una prestigiosa iglesia de Nueva York. Me dijo: "Esa iglesia es grandísima, y quiero pedirte que prediques tu mensaje acerca del bautismo con el Espíritu Santo." Es más, siempre que él se enteraba que yo estaba invitado a predicar en algún lugar, él me llamaba y me decía: "Torrey, asegúrate de predicar acerca del bautismo con el Espíritu Santo."

Otro hecho es que él fluía en los dones del Espíritu.

En el libro "Las Tribulaciones y los Triunfos de la Fe", escrito en 1875, Dr. Richard Boyd, un amigo de Moody, escribió: "Cuando llegué a los salones, la reunión estaba en fuego. Los jóvenes estaban hablando en lenguas y profetizando. ¿Qué significaba todo esto? Sólo que Moody había estado hablándoles por la tarde."

Del libro "Moody y Su Obra": "...en uno de sus grandes servicios en Londres, al levantarse a leer las Escrituras, involuntariamente comenzó a hablar palabras que ni él ni su congregación entendían".

DICHOS IMPORTANTES DE MOODY:

En cuanto a la falta de poder:

"Nuestro mayor problema es el problema de "traficar" con verdades no vividas. Tratamos de comunicar lo que nunca hemos experimentado en nuestra propia vida."

"Algunas personas parecen creer que están perdiendo tiempo si esperan en Dios por Su poder, así que se van y hacen Su obra sin unción y sin poder alguno... El Espíritu Santo DENTRO de nosotros es una cosa, y el Espíritu Santo SOBRE nosotros es otra... si los primeros cristianos hubieran salido a predicar sin esperar el poder, ¿creen que hubiera ocurrido lo que ocurrió el día de Pentecostés? ...No tiene sentido salir corriendo antes de ser enviado, intentar hacer la obra de Dios sin el poder de Dios... un hombre obrando
sin el poder del Espíritu Santo está perdiendo su tiempo. Así que no perdemos nada si esperamos hasta que obtengamos este poder."

En cuanto a las manifestaciones de los avivamientos, Moody dijo en su mensaje titulado
"Avivamientos":

"A mí no me da tanto miedo la emoción como a otros. Hay quienes apenas ven algo interesante, inmediatamente claman, '¡Sensa-cionalismo! ¡Sensacionalismo!' Pero yo les digo que prefiero tener sensación en lugar de estancamiento... Me parece que cualquier cosa es preferible a lo muerto... Donde hay vida, siempre habrá conmoción".

"¿Ven cómo El vino el día de Pentecostés? No es carnal orar que Él venga otra vez y que el lugar tiemble.
Creo que el Pentecostés sólo fue un día para servirnos de muestra. Creo que la Iglesia cometió este lamentable error de decir que Pentecostés sólo fue un milagro que no volverá a repetirse".

Bibliografía: Los Héroes Evangélicos Hablan, Richard Riss, en Destiny Image Digest, Otoño, 1997; Ardiendo para Dios, Wesley Dewell, Pasión por las Almas, y El Avivamiento que Necesitamos, Oswald J. Smith; Revival, Winkie Pratney, El Cayado del Pastor, Ralph Mahoney, Editor; Por qué Dios Usó a D.L. Moody, por R.A. Torrey, y las revistas Christian History, ediciones números 2, 25 y 29.

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