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sexta-feira, 30 de abril de 2010

POR QUE JESUS FALAVA POR MEIO DE PARÁBOLAS

"E não lhes falava nada a não ser em parábolas." Marcos 4:34.


Jesus compreendia a forma de pensar das pessoas. Ele foi um dos maiores professores da história porque sabia que cada pessoa só pode compreender as coisas a partir da sua perspectiva pessoal. Por isso ele ensinava por meio de parábolas. A parábola é uma história que nos ajuda a compreender a realidade.
Podemos extrair dela as verdades que formos capazes de entender e aplicá-las em nossas vidas. À medida que crescemos e evoluímos, podemos rever as parábolas para descobrir novos significados que nos guiem em nossos caminhos. As parábolas me ajudaram a entender a vida. Isso aconteceu, sobretudo durante um dos períodos mais difíceis, quando eu não estava conseguindo compreender meu sofrimento. Foi uma época em que passei a questionar tudo, pensando: como pode existir um Deus se estou sofrendo tanto? Eu estava completamente desesperado e nada era capaz de me ajudar. Nessa ocasião, fui à casa do meu irmão para me queixar da minha situação. Tim é geólogo e passa a maior parte do tempo ao ar livre. Ele não costuma falar muito, mas, quando o faz, geralmente  diz coisas muito proveitosas. Sempre o considerei um homem humilde, no melhor sentido da palavra. Eu estava sentado na cozinha da casa dele, com um ar deprimido
e sentindo-me sem esperanças, quando meu irmão disse: "Sabe, Mark, recentemente, quando eu estava fazendo uma pesquisa geológica, notei uma coisa interessante a respeito da maneira como o mundo é feito. Nossa equipe escalou a montanha mais alta da região e a vista nos deixou emocionados. As experiências no
alto das montanhas são magníficas. No entanto, nessa altitude as árvores não conseguem sobreviver. No topo da montanha nada cresce, mas quando olhamos para baixo notamos uma coisa interessante: todo o crescimento está nos vales.”.  A parábola de Tim me ensinou uma verdade essencial: o sofrimento nos causa dor, mas também nos faz crescer. Nunca esquecerei o que Tim disse naquele dia. As palavras dele não eliminaram a minha dor, mas de certa maneira a tornaram mais tolerável. As parábolas não alteram os fatos da nossa vida - elas nos ajudam a olhá-los de outra maneira. Era o que Jesus pretendia ao contar as parábolas.

Do livro: JESUS - O MAIOR PSICÓLOGO QUE JÁ EXISTIU.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Pão do Céu!

Leia: João 6:22-35 JESUS: O PÃO DA VIDA

Neste capítulo  encontramos Jesus pregando para uma multidão faminta.  Ele termina sua mensagem, consciente de que elas necessitam de alimento para seus corpos, por isso, Ele diz que  só Deus poderia alimentá-los. Ele tem 5 pães pequenos, e 2 peixes pequenos e alimenta uma multidão que se aproximava, provavelmente, 15.000 pessoas. Depois  todas as pessoas são satisfeitas e os discípulos pegaram 12 cestos cheios dos fragmentos deste milagre.


Nesta passagem, somos apresentados a um novo retrato do Senhor Jesus Cristo. Nesta passagem, Jesus é apresentado como o Pão da Vida.


Este é um interessante retrato de Jesus,  o pão é uma substância conhecida e utilizada por toda a sociedade sobre a face da terra. O pão é consumido por pessoas em toda parte. A maioria das pessoas gostam de  pão. Enquanto alguns, comem carne e outros não, ou comem verduras e outros não, a maioria das pessoas comem o pão. O pão é um dos poucos alimentos que podem ser tolerados pela maioria dos sistemas digestivos. Além disso, o pão tem uma qualidade satisfatória que alguns outros produtos alimentares têm. De qualquer forma você pode cortá-lo, é fácil de comer, podemos comer e qualquer hora e lugar. O pão é bom e é um alimento que a maioria das pessoas precisa.

Quando tudo isso é considerado, torna-se claro o porque Jesus é retratado como o Pão da Vida.


Jesus é o que todo mundo precisa, Ele satisfaz todos os que participam dEle, não há uma pessoa que não vai se Satisfazer, quando encontrá-Lo . Portanto, vamos gastar alguns minutos olhando para: O Pão da Vida.


A PERSONALIDADE DO PÃO DO CÉU


V. 34-35 O Pão do Céu é uma  Pessoa - De acordo com estes versos, o Pão do Céu não é um sistema ou de uma denominação, mas Ele é uma Pessoa. Esta verdade simplesmente serve para nos lembrar que nunca podemos ser salvos por um sistema religioso ou método. A salvação vem através de Jesus e Jesus sozinho!"E não há salvação em nenhum outro; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos". Atos 4:12.


V. 35b O Pão do Céu Tem Poder - "Eu sou o pão da vida; o que vem a mim jamais terá fome; e o que crê em mim jamais terá sede". Este Pão Celestial tem o poder de salvar, proteger e satisfazer todo pecador que vem a Ele pela fé.


v. 47-51 O Pão do Céu tem a promessa - Estes versículos nos dizem que o pão do Céu dará ao homem  vida. Pão físico pode sustentar a vida humana por longos períodos de tempo. No entanto, após um tempo, o corpo ainda vai morrer, embora tenha sido bem alimentado. Jesus, por outro lado, é o pão que dá a vida eterna. Quando Jesus é recebido, ele dá uma salvação que dura por toda a eternidade. Nada pode tirar isso de o santo de Deus. O simples fato é isso, sempre ho pessoa coloca sua fé em Jesus para a salvação vai viver para sempre!


V. 53 O  Pão do Céu tem um preço - Antes de Pão do Céu  ser apreciado pelo pecador, ele deve ser recebido pelo pecador. Isso é uma coisa bastante simples, mas muitos parecem tropeçar aqui. Podem crer que Jesus era real, que Ele morreu na cruz, e mesmo que Ele ressuscitou dos mortos. Entretanto, para fazer seu sacrifício, e a salvação que Ele oferece uma realidade em sua vida, você deve vir a Ele pela fé e nascer de novo!


Salvação funciona da mesma maneira. Jesus já fez tudo o que é necessário para salvar o pecador. Ele morreu na cruz, Ele ressuscitou dentre os mortos e chama o pecador a vir a Si mesmo. Ele tem feito tudo o que pode fazer. Antes que você possa ser salvo, você precisa vir a Ele pela fé. Não vai te custar um centavo para ser salvo, Apocalipse 22:17, mas não exige que você o receba pela fé.  Para ser salvo, você tem que "acreditar" em Jesus.


"Eis que venho sem demora. Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro."
Apocalipse 22.7

Nota: Aceitar a Jesus e frequentar a igreja, são atos que seguem juntos... Veja estudo sobre as Lições da Vinha do Senhor.


Eugenia Oliveira



sexta-feira, 23 de abril de 2010

A AUTORIDADE DIVINA!

(Leia Mateus 14:22-33)


Jesus acalmou a tempestade! Ele não disse nada, ele apenas entrou no barco com os discípulos e o mar se acalmou.


Veja o que a Bíblia diz:


32 Subindo ambos para o barco, cessou o vento. 33 E os que estavam no barco o adoraram, dizendo: Verdadeiramente és Filho de Deus! Mateus 14:32-33


Um dia, ele fará o mesmo em sua vida! A tempestade irá assolar até que ele cumpra seu propósito e então Ele fará com que os ventos cessem para você.


Jesus está no controle das tempestades da vida.


É muito mais fácil confiar quando o sol está brilhando, do que quando estamos no meio do temporal.


Nunca sabemos quanto possuímos de fé verdadeira, enquanto ela não é posta à prova na tempestade; mas o Salvador está a bordo.


Nós vemos neste texto que Jesus caminha sobre as ondas tempestuosas, bem como sobre a calma.


Além disso, a tempestade não faz diferença. Com Cristo não importa se há tempestades ou se o céu está limpo. Nós podemos confiar porque toda autoridade é Dele.


Por muitas vezes as circunstâncias nos fazem esquecer a fé que deveria nos permitir superar circunstâncias.

 Quando Jesus acalmou a tempestade, os discípulos sabiam que estavam na presença de Deus. Eles confessaram-Lo e se inclinaram diante dEle em adoração.


Seu poder nas tempestades e sobre as tempestades da vida testemunham sua autoridade. Jesus é Deus e Ele está no controle de todos os assuntos da vida.


Abra o seu coração à dor, e ela lhe fará mais bem do que se você estivesse cheio de emoções e devoção.


Quando as tempestades vêm, elas são projetadas para trazer-nos para o nosso lugar, assim como os discípulos se encontravam no final: de joelhos em adoração diante dEle.


A autoridade de Jesus está enraizada na majestade divina.


Há benefícios nas tempestades, Deus jamais nos abandona. Aqui está um segredo para fazer a tempestade muito mais suportável para você:  Enquanto as ondas ainda estão ameaçando o seu barco, quando os ventos são contrários a você. Não espere até que o céu azul apareça para se colocar diante do Senhor.


Não espere até que a tempestade passe para reconhecer que Deus é Deus.


Nada revela sua fé no Senhor, mais do que você estar disposto a aceitar a Sua vontade e amá-Lo, mesmo quando as coisas parecem pior para você. Curve-se diante dEle.

Eugenia Oliveira

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Ênfase do Evangelho




A ênfase da evangelização deve ser a autenticidade na mensagem do evangelho, é necessário a certeza quanto ao conteúdo do evangelho, concomitantes a uma apresentação dos fatos do evangelho, tal como, uma realidade objetiva que se insere na situação humana e transcende toda compreensão.
A genuinidade da conversão de uma pessoa depende diretamente da mensagem do evangelho, se não for assim a conversão é espúria. Nem toda experiência religiosa é cristã, exceto aquela que surge do evangelho. Paulo afirma em termos inequívocos que além do evangelho que ele prega não há outro evangelho (Gl 1.6-9).
No Antigo Testamento há vários casos de euangelion sem conotações religiosas, se usa o verbo evangelizar em hebraico para se referir à ação de trazer notícias relativas de coroação de um novo rei, a vitória sobre um inimigo, ao nascimento de um filho, nos Salmos, boas novas, tem a ver com a derrota dos inimigos de Israel.
Para os gregos, a notícia que o evangelho anuncia é geralmente a notícia de uma vitória. Quer se trate de uma vitória em uma competição esportiva ou da vitória numa batalha, a notícia é recebida com alegria e o evangelista recebe uma recompensa, um evangelion, mas euangelion pode conotar idéias religiosas no mundo gentio, isso acontece quando se usa o termo em conexão com o culto imperial.
Quando no primeiro século foi anunciado o evangelho de Jesus Cristo, tal foi anunciado em um contexto de outros evangelhos que pretendiam trazer a salvação a uma humanidade que ansiava por gozo e paz. Não podemos negar a influência do Antigo Testamento no Novo Testamento, visto que é notório a proclamação do Evangelho desde o começo. O uso contínuo de referencias hebraicas no NT expressa de forma memorável que Jesus é o cumprimento das promessas divinas contidas nas Escrituras. O mundo onde o evangelho de Jesus Cristo se propagou era um mundo cheio de expectativas messiânicas. O cumprimento ocorre primeiro com o ministério de João Batista, que com efeito é o precursor messiânico e o primeiro a anunciar que Deus está preste a atuar, para a salvação e juízo, por meio de “aquele que vem”. Ele está no limite entre a era da promessa e a era do cumprimento. A lei e os profetas vigoraram até João; desde esse tempo vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus. João Batista anunciou a iminência da inserção de Deus na história; agora Jesus proclama que o dia do cumprimento escatológico efetivamente amanheceu. Quando bem entendidas, suas palavras são uma afirmação surpreendente.
Kairós, o tempo determinado por Deus para dar cumprimento a seu propósito; Seu conteúdo não é uma nova teologia, mas um advento, a vinda do Reino. Jesus anuncia a chegada de uma nova realidade que já está presente em meio aos homens; Jesus vê a si mesmo como arauto da nova era, conforme o eco de Isaias 52.7; Sua proclamação é inseparável do chamado ao arrependimento e a fé. O cumprimento se dá também a ênfase do primeiro sermão de Jesus na Sinagoga de Nazaré, segundo o evangelista Lucas (Is 61.1-2; Lc 4.20-21). Jesus é o ungido de Deus que veio levar a boa notícia aos pobres, dar liberdade aos presos, dar vista aos cegos, libertar os que estão sendo oprimidos e anunciar que chegou o tempo em que o Senhor salvará o seu povo. Ele é o arauto de uma nova era que se faz presente mediante sua própria ação em favor dos pobres, cativos, cegos e oprimidos.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Parábola da luz e da cidade









(Mt 5:14-16)

Nesse trecho, nosso Senhor em¬prega duas figuras de linguagem, como continua a ilustrar, a fim de que a sua influência fosse exercida no mundo. "Uma lâmpada [...] num pedestal"; "Uma cidade situada num monte". A cidade, construída numa posição de destaque, é vista por mui¬tos olhos sobre uma grande área e representa a iluminação a longo al¬cance. Aqui temos incorporado o nosso relacionamento e responsabi¬lidade. Como "cidade de Deus" (Ap 21:1-3), a igreja deve estar unida em amor, em amizade e em serviço, a fim de alcançar os que estão nas trevas e nas regiões distantes.
Então temos a figura da lâmpa¬da que brilha e ilumina todos os que estão dentro da casa e do mundo. Todos os queridos, obedientes súdi¬tos do Rei, estão para radiar um re¬velação espiritual a todos ao redor. Uma luz mostra o caminho a ser pi¬sado; e a vida e exemplo cristão são para mostrar o caminho de volta a Deus. Não existe contradição entre o sal e a luz. Ambos os símbolos re¬ferem-se a uma qualidade moral de coisas. O mundo é corrupto, e sua iniqüidade necessita dos santos como sal. O mundo também é cego e escu¬ro, e sua ignorância requer os san¬tos como luz.
A luz é de natureza tríplice: na¬tural, artificial e espiritual. A luz do Sol é natural; a de uma lâmpada é artificial; a do mundo e daqueles que crêem é espiritual. "A luz do glorioso evangelho" (2Co 4:4,6; SI 119:105). A palavra que Cristo usa em referên¬cia a si mesmo não é "luz", mas as¬tros (Fp 2:15). Quão maravilhoso é para o Mestre dar-nos o título bem definido que tomou para si mesmo: "Eu sou a luz do mundo" (Jo 1:4,9; 3:19; 8:12; 9:5; 12:35,36). Não é uma luz emprestada, refletida. Como o eterno Filho, dele é a luz eterna, não criada. Não somente concede a luz aos gentios (Ml 4:2); ele é luz. A Lua é uma luminária, mas não tem luz em si mesma. O que recebe vem do Sol, que a reflete no mundo. Como luminárias, não temos luz própria. "O que tens não recebeste?" Como seus discípulos, só podemos brilhar com a sua luz, em virtude de sermos seus. E, tendo o Espírito de luz que habita em nós e com a mesma men¬te de Cristo, atuamos como luzes que ardem em nossos dias (Jo 5: 35).
Uma lâmpada ou vela é um cor¬po escuro e não pode dar luz se não for acesa. Do mesmo modo não po¬demos dar luz se não tivermos rece¬bido a divina graça e iluminação do Espírito de Deus. Uma vez que fo¬mos iluminados, brilhamos e não escondemos a nossa luz sob um alqueire ou cama. Se o alqueire re¬presenta negócio, comércio, o traba¬lho e a cama, descanso e sossego, então devemos ter cuidado, com te¬mor, de que os nossos negócios ou o nosso lazer não ocupem muito do nosso pensamento e tempo e dimi¬nuam a luz de nosso testemunho. Alexander Maclaren uma vez disse: "Nenhum homem acende uma lâm¬pada e a coloca sob o alqueire. Se ele fizesse isso, o que aconteceria? Ou o alqueire colocaria a luz para fora, ou a luz colocaria fogo no alqueire!". Certamente, isso está no coração de nosso Senhor para nos ensinar.
Uma vez mais, ao comparar as figuras do sal e da luz, a fim de expressar como fazem a dupla função de cristãos, sua santificação e iluminação influenciam os outros e existe uma distinção a ser notada. "O sal opera internamente na massa com a qual ele entra em contato; a luz do sol opera externamente, para irradi¬ar tudo o que alcança", diz Fausset. "Daí os cristãos serem denominados 'sal da terra' —alusão à massa da humanidade, com que devem mistu¬rar-se— e 'luz do mundo' —referên¬cia à vasta e variada superfície que sente a sua frutífera e alegre luz." Desse modo, o Senhor termina com a exortação de deixarmos a nossa luz brilhar, uma luz refletida nas boas obras e resultante na glória de Deus. Podemos dizer que nossa vida é como "luz" que ajuda a glorificar o Pai pelo seu poder redentor e transformador. E, por nossa santificação e nosso co¬ração iluminado, impressionaremos os que estão ao nosso redor, aqui e no exterior, com a realidade de sua gra¬ça e poder redentor e transformador?

Parábola do sal e de seu sabor





(Mt 5:13; Mc 9:50; Lc 14:34,35)

Essa parábola será estudada em conjunto com a próxima, sobre a luz, com a qual forma um paralelo, pois ambas tratam do testemunho e da influência cristã. O sal impede a corrupção e a luz dissipa as trevas. Existe distinção, mas as figuras con¬vergem para um pensamento: "Sal da terra [...] luz do mundo". "Ambas são necessárias para uma revelação do estado moral e espiritual do mun¬do." Nosso Senhor tinha feito decla¬rações das suas maravilhosas bem-aventuranças; agora passa a ilustrar que influências os súditos do seu rei¬no devem exercer.
Sal —que é isso? O dr. G. Campbell Morgan, ao tratar desse assunto, dis¬se: "O sal não é antis-séptico, mas asséptico. Antisséptico é algo contrá¬rio ao veneno, capaz de curar. Asséptico é algo destituído de veneno. O sal nunca cura a corrupção. Previ-ne a corrupção. Se a carne está conta¬minada e corrompida, o sal não a descontaminará nem purificará; mas o sal ao redor impedirá que se espa¬lhe a corrupção que, de outro modo, tornaria a carne contaminada". O sig¬nificado da parábola é evidente. O Senhor espera, ele próprio, funcionar como influência moral e espiritual, a fim de prevenir que as forças corrom¬pidas do pecado se espalhem. Se vi¬vermos perto dele, fonte da santidade incontaminada, teremos o mérito des¬sa oportunidade. Somente ele pode tratar da corrupção, mas, como o seu sal, precisamos conhecer tudo o que é antagônico à sua santa natureza e vontade.
Ainda que o sal seja benéfico, pode perder o sabor ou capacidade de "temperar", como foi dito por Scotch. Uma vez que se esgota esse poder de salgar, o sal não "serve para nada", assim disse Jesus, que mui¬tas vezes mencionou o sal em suas figuras de linguagem. Os naturalis¬tas dizem que, se o sal que perdeu o sabor for atirado sobre os campos, provoca improdutividade. Os santos podem perder o sabor. Podem tornar-se sem sabor na vida e cair da graça e da consagração. E, uma vez perdi¬do o sabor, a sua influência se perde sobre um mundo sem sabor. Os cris¬tãos que se associam com a corru¬pção ao redor inflamam mais ainda a corrupção da humanidade. Que possamos ter graça, para que a nos¬sa vida corresponda ao que dizem os nossos lábios, sempre com a graça temperada com o sal! (Cl 4:6). Ló deveria ter sido o sal de Sodoma, mas de algum modo o seu "sal" perdeu a salinidade, a propriedade de preser¬var. Assim como para a esposa de Ló, que perdeu o sabor, ou por olhar para atrás, ao contemplar Sodoma em seu coração, transformou-se em estátua de sal, num aviso contra a identifica¬ção com o mundo.

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